Minha experiência com o Burnout
No meu caso, os primeiros sinais que surgiram foram sobre irritabilidade e mudanças de humor. Com o tempo, comecei a roer as unhas e a mexer constantemente nas mãos, especialmente em situações estressantes. Esses gestos compulsivos tornaram-se cada vez mais frequentes, levando até mesmo ao desenvolvimento de feridas nos dedos e calosidades.
É importante ressaltar que os sintomas foram se acumulando gradualmente. Inicialmente, eram apenas irritabilidade e mudanças de humor, mas logo surgiram outros. Por exemplo, passei a ter problemas de insônia, como não dormia eu comia compulsivamente durante a noite. Também fiquei com a imunidade baixa resultando em problemas de saúde recorrentes, como resfriados, inflamações na garganta e dores de cabeça.
Minha capacidade de concentração e produção também foram afetadas. Houve momentos em que passava horas na frente do computador sem conseguir realizar absolutamente nada. A sensação de incapacidade só aumentou meu nervosismo, criando um ciclo vicioso no qual me via presa, a incapacidade me frustrava e acarretava crises de choro.
Cheguei a um ponto em que passei cinco dias dormindo no máximo uma hora e meia por noite. Como resultado do estresse, da exaustão e da falta de sono, comecei a experimentar lapsos de memória. Houve momentos em que não consegui lembrar do que havia feito durante parte do dia, como quando percebi, ao chegar em casa após o trabalho, que não lembrava absolutamente nada do trajeto que havia percorrido enquanto dirigia. Foi nesse momento que percebi a necessidade de procurar ajuda profissional.
Procurei um psiquiatra, comecei a medicação e a terapia e, me afastei do trabalho por duas semanas. Durante esse período, comecei a observar melhorias em minha condição.
Sempre gostei de trabalhos manuais e, buscando uma forma de desconectar a mente e relaxar verdadeiramente, descobrindo o macramê. A prática dessa técnica não apenas me ajudou a focar, concentrar e meditar, mas também a desenvolver paciência e outros aspectos importantes. Isso contribuiu significativamente para minha recuperação e bem-estar.
Embora tenha tido uma melhoria, observe que o cuidado e o acompanhamento são contínuos. Cerca de nove meses depois, comecei a notar alguns sintomas novamente. No entanto, desta vez, não ignorei os sinais e busquei imediatamente mecanismos para lidar com eles.

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